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Angola prepara entrada em funcionamento de duas novas fábricas de medicamentos

Angola poderá colocar em funcionamento ainda este ano duas novas unidades de produção farmacêutica, uma dedicada ao fabrico de soro e outra à produção de medicamentos diversos, numa altura em que as autoridades alertam para a dimensão da falsificação de produtos farmacêuticos no país.

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O director-geral da Agência Reguladora de Medicamentos e Tecnologias de Saúde (ARMED), Solino Joel, revelou que, das 12 fábricas actualmente em construção no país, seis apresentam avanços significativos e duas encontram-se já na fase final. As unidades serão submetidas a trabalhos de fiscalização e, posteriormente, ao processo de certificação com apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A produção nacional surge num contexto particularmente sensível para o sector da saúde. Segundo estimativas da ARMED, citadas pela Rádio Nacional de Angola, mais de 30% dos medicamentos consumidos no país serão falsificados. Entre os produtos mais visados estão medicamentos para o tratamento do cancro, analgésicos, antimaláricos, antibióticos e fármacos utilizados contra a tuberculose.

A chefe de Departamento do Controlo de Qualidade de Medicamentos da ARMED, Cristina Somakessendje, alertou para a vulnerabilidade dos medicamentos destinados a doentes oncológicos, enquanto o inspector-geral da Saúde, Miguel de Oliveira, afirmou que cerca de 80% dos medicamentos para emagrecimento e para a disfunção eréctil são falsificados. O responsável apelou, por isso, à aquisição destes produtos apenas através de fontes credíveis.

Caso o calendário previsto seja cumprido, as duas primeiras unidades poderão iniciar actividade ainda em 2026, reforçando a capacidade de produção farmacêutica nacional e abrindo uma nova frente no combate à circulação de medicamentos falsificados.